sábado, 5 de novembro de 2016

Dica de leitura: Limites sem trauma




 A dica de hoje é um livro super conhecido da escritora Tania Zaguri, com uma linguagem simples e direta "Limites sem trauma" aborda questões relacionadas a educação dos filhos, trazendo informações e esclarecimentos sobre as necessidades de cada faixa etária e orientações ao pais.


                                                  

 Ainda não tenho filhos, mas me identifiquei com muitos pontos abordados no livro pela educação que recebi da minha mãe.

 Realmente sei que hoje os dias são diferentes, a correria é maior, os afazeres muitos, mas algumas coisas não podem ser deixadas de lado e a família, com certeza, é uma delas. Valores como respeito e confiança são outras.

 Amor, por sua vez, é fundamental. Quem ama verdadeiramente sabe que dizer "NÃO" também é amar e que recompensas e presentes não são sinônimos.

  Diria que é uma leitura para pais, tios, avós, toda a família. E também para quem trabalha com crianças diariamente. 

  O custo médio é de 35,00 reais, um pequeno grande investimento.

 Entender as necessidades da criança e seu desenvolvimento, assim como nosso papel, nos leva a criar ou a contribuir com a construção de cidadãos; aqueles de verdade, que amam, se importam e respeitam.

 E que esses nossos pequenos não aprendam isso apenas por palavras, mas pelo exemplo.

Boa leitura e até a próxima!!!

                                  

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Até as princesas soltam pum



        

  Na leitura da semana passada pude sistematizar com os alunos o que é um verbo.

 Começamos lendo o livro, entre risadas e caras de surpresa eles se envolveram com a história. É bem verdade que alguns rapazinhos no começo ficam dizendo que a história é inventada, que é tudo mentira, mas do meio pra lá escutam atentos e se deixam levar pelo prazer do imaginário novamente!

 Sempre tem a discussão sobre a leitura e nessa sobrou para outros pequenos que andavam soltando flatulências demais na sala. A turma cobrou uma atitude deles!!! Coisas de criança!

 Partimos para a produção, no início eles estranharam, mas depois compraram a ideia: escrever histórias de seus personagens preferidos nessa situação bem constrangedora!

Aluno alfabético.
Aluno silábico-alfabético, escrita mediada. " Era uma vez o Wolverine, ele salvava as pessoas e depois peidava."


 A apresentação dos textos é um momento onde eles podem desenvolver o ritmo, a fluência e a entonação na leitura. Não é obrigatório ler seu texto, mas estou sempre incentivando aqueles que não costumam fazê-lo.

 



 Na segunda produção da semana fizemos texto coletivo, resumindo a narração.

 Depois de copiar, circulamos todos os verbos e fomos brincar de "dança da cadeira de verbos".



 No potinho em frente ao quadro coloquei alguns verbos do texto e acrescentei outros. A cada rodada um aluno, em ordem alfabética, retirava um verbo e lia, para dar as voltas na cadeira tinham que realizar a ação falada: pular, correr, parar.
  
 E nessa dança ninguém perdia, a cada parada retirava-se uma cadeira, mas todos deveriam continuar sentados, caso contrário a turma perderia. Dança da cadeira cooperativa, vi na net há algum tempo.

  Durante a semana fiz probleminhas utilizando os personagens do livro e ensinei os outros tipos de verbo.

 Tenho certeza que se você ler este livro vai ter um milhão de outras ideias, ele é muito rico! Só não esqueça de compartilhá-las com a gente!

                                                        
                                              
                                                           Até mais!!!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Sequências didáticas a partir de livros




 Todo professor tem uma prática particular, aquela atividade infalível e um jeito de alfabetizar todo especial.

 O importante nessa dinâmica de ensinar é nunca engessar essas práticas. Nós precisamos sempre de reflexão sobre nosso planejamento, da troca com outros profissionais e de estar constantemente aprendendo, em livros, cursos, vídeos e principalmente  com nossos pequenos ensinantes.

 Quem acompanha o blog sabe que vivo nessa reflexão, do que dá ou não certo e de alcançar as necessidades dos alunos.
  
 Também sabem, como eu, que nem sempre conseguimos tal feito, mas que nem por isso desistimos.

 Uma prática que me auxilia e muito é dar os conteúdos previstos a partir de histórias e outros textos, montando pequenas sequências didáticas.

 Para trabalhar gênero do substantivo usei este livro:

                                                   

 Fizemos produção individual e correção coletiva. Escrevi o texto do Samuel no quadro. Lemos e arrumamos juntos o que foi necessário.


Texto original do Samuel. A correção foi uma ótima oportunidade para trabalhar verbos no passado e futuro, utilizando corretamente ÃO e AM.

 No outro dia reescrevemos o texto passando-o para o masculino.

 Já no final da semana trabalhamos com as palavras do texto escrevendo frases e mudando-as de gênero.

 Na matemática fizemos probleminhas.

 Outro exemplo foi com o conteúdo horas:


 Lemos o livro, conversamos bastante e fomos para a produção, individual e narrativa também.



 Retomei a utilidade do relógio e dei atividades de folhinha para marcar as horas.

 Também corrigimos o texto do amigo Wendell coletivamente.

                        

  Fizemos toda a interpretação e aumentamos nosso repertório de palavras escritas com H inicial.  

 Esses são apenas exemplos de como explorar as leituras, contextualizando-as. 

 No link você encontra outras Sequências didáticas

 Acredito que não é preciso parar a aula para alfabetizar e nem deixar de alfabetizar para dar conteúdos.

 Da forma como trabalho hoje, além de realizar essa união prazerosa, a cada semana as crianças fazem uma nova receita, desfrutam de um poema, aprendem novas informações e  conhecem encantadoras histórias.

Sempre seguindo Num constante aprendizado!

 Vem você também!!!


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Dica de leitura: O livro do cérebro



 O que acontece quando um professor começa a estudar neurociências? 

 Ele se apaixona!

 E talvez fique como eu, se perguntando porquê não estudamos isso no curso de formação de professores em nível médio ou ainda na graduação de licenciatura.

 A verdade é que compreender como o cérebro funciona é fascinante!!!

 Por isso, a dica de leitura para hoje é o Livro do cérebro, da mesma editora da revista Mente e Cérebro. Trata-se de uma coleção com 4 livros. Infelizmente ainda não tenho o volume 1 que aborda o funcionamento geral do sistema nervoso e nem o 4 que enfatiza  alguns distúrbios neurais.

                                

 Cada livro custa R$ 16,90. Aqui pra minha cidade o frete fica R$19,00. Bem puxadinho... Mas vale a pena!

 São livros com ilustrações maravilhosas, explicando passo a passo os processamentos neurais responsáveis pela linguagem, leitura e memória, por exemplo.

 Pra quem se interessar o link onde compro é este https://www.lojasegmento.com.br/produtos/?categoria=112 .

 Você pode pensar que não precisa estudar isso, que não é sua área e que não faria diferença na sua prática, mas acredite, conhecer como a criança aprende é o primeiro passo para ensinar.

 Invista em você como profissional, nos seus estudos e planos, sonhe... Conquiste!

 E continue fazendo diferença por onde você passar! Sempre Num constante aprendizado!

 Muito obrigada por estar aqui e acreditar comigo!


Até mais!!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

É hora de dividir!



                                      

 Rita e a ovelha negra eram amigas e quando Rita mais precisou sua amiga dividiu tudo o que tinha de melhor com ela...

 Foi com essa história que ensina sobre não ter rótulos e compartilhar o que temos que sistematizei o conteúdo com as crianças.

 Depois de ler e conversar fizemos um texto coletivo, o livro traz apenas ilustrações. Antes de escrever pontuamos as partes mais importantes, cada parte se tornou um parágrafo. Durante a semana trabalhei interpretação e também a escrita de palavras com "LH".





 Entre ler e escrever partimos para dividir na prática. A atividade foi bem simples, mas os envolveu por completo. Começamos com grupos de 4 alunos, eles precisam dividir 20 balas igualmente e depois registrar a operação matemática.

                                   


 Eu passava nos grupos para explicar o processo e depois corrigia coletivamente.
                              

 Trocava a quantidade de crianças nos grupos e também de balas e pouco a pouco toda a turma compreendeu o processo.

                               




 Numa atividade assim é importante deixar as regras claras para que não haja confusão. Expliquei que a cada rodada um amigo seria responsável pela divisão, mas que todos ajudariam com opiniões.






 Falei também que iria trocá-los de grupo durante a brincadeira e que não havia motivos para reclamação e claro: nada de esconder bala no bolso, pegar do outro grupo e nem comer durante a atividade, ao final dividiríamos igualmente.




  
 No fim deu tudo certo! Tenho aprendido que o ideal é não deixar que atividade se esgote, mas concluí-la antes que isso aconteça, assim fica aquele gostinho de quero mais!!! 

 Nessa caminhada de erros e acertos a gente constrói  e reconstrói nossa prática, buscando sempre uma forma de alcançar aqueles que precisam bem mais do que uma cópia no caderno.

 E isso é seguir Num constante aprendizado!


 Obrigada por sua visita e até mais!!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Bingão


 Bingo é uma atividade super legal e também versátil. Dá pra fazer bingo de numerais, de palavras, de consoantes...  Existem vários.

 Minha turma gosta bastante, por isso sempre uso para fixar determinados conteúdos. 

 Nesse, que chamei de BINGÃO, fiz a representação das centenas. Cada equipe tinha uma cartela gigante. O grupo que completasse a cartela primeiro  podia escolher o outro  para pagar um mico.

                                                    

 Rimos muito e alguns alunos gostaram tanto que sempre pedem pra fazer de novo. 

 Enquanto a turma brincava, os alunos que ainda não identificavam as centenas puderam assimilar a relação algarismo e numeral e os outros que já sabiam não se sentiram desmotivados por estar fazendo algo fácil demais.







 E assim com uma cartolina, algumas tampinhas e muitas risadas  a aprendizagem se efetiva.

 Compreender como se aprende é fundamental para ensinar, observar o que motiva seus alunos também.... Aqui quem fez seu trabalho foi a memória, através da repetição. Quando os alunos com dificuldade se depararem com esses numerais vão recordar a brincadeira, resgatar a imagem  e relacioná-la a sua representação. 

 E se for preciso vamos continuar brincando até que o conhecimento seja consolidado!

 Penso assim, busco trabalhar assim e quando não dá certo eu tento de novo! Seguindo, sem dúvidas, Num constante aprendizado!!!



 Obrigada pela visita e até mais!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Ler também é um ato de amor

 Quando um professor planeja uma atividade ele sempre imagina quais serão os resultados e na grande maioria das vezes os alunos o surpreendem. 

 Com meus pequenos não foi diferente. Além de  surpreenderem, emocionaram, me fazendo (re) acreditar que nós somos seres constituídos de amor, ainda que nos percamos pelo caminho...

 Bom, a atividade foi a Maleta da leitura

                                            

 Coloquei na maleta um livro que tinha ligação direta com o projeto da escola " Eu no mundo". 


         

 O livro conta sobre família e amor, através de uma vovó que compartilhava segredos antigos com sua netinha. 

 Como da primeira vez, as crianças tinham que adivinhar qual era o segredo da leitura e depois de algumas dicas um aluno descobriu.

 Iríamos, então, visitar o asilo de nossa cidade.

 Meu objetivo principal era que eles se reconhecem como cidadãos, capazes de fazer a diferença, com  uma identidade.

 Como?

 Dividindo um pouco do que eles têm com aqueles que precisam.  Nesse caso, seu tempo, presença e carinho com os idosos que já não têm mais a família.

 Perto da visita trabalhamos os direitos dos idosos, expliquei como era a situação do asilo (para que não ficassem muito chocados), fizemos cartinhas, conversamos, escrevemos sobre nossas avós e avôs e ensaiamos uma música para dançarmos, tudo com muito carinho.

 Eles escolheram os livros que mais gostavam para ler para os vovôs. Seriam seus netinhos por um dia!

 A ansiedade era enorme, de todos. Cheguei a pensar se havia sido uma escolha certa, eram muito pequenos, podiam ficar impressionados...

 Mas todos os pensamentos foram embora durante a visita. 

 A psicóloga nos recebeu, tirou dúvidas e nos apresentou todo o espaço e  os idosos, depois deixei-os livres para conhecê-los melhor.

  


 As palavras já não cabem aqui, mas espero que pelas fotos vocês possam acreditar que as crianças, no sentido mais genuíno da palavra, não tem rótulos, nem preconceitos, são realmente ingênuas, mas infelizmente a vida lhes cobra outra postura...


                            


  

           
               
                   
                         
                             
                         
                             
                      

 Trabalhei conteúdos importantes através do livro, como acentuação e uso da letra maiúscula, mas tenho certeza de que a lição maior ficou guardada no coração deles, assim como no meu.

                      

                       E isso é seguir Num constante aprendizado!!!

                                                  Até mais!!!