sábado, 30 de maio de 2015

Matemática na prática III

Vamos pular corda?

 Alguns alunos demoram um pouco mais para compreender a sequência dos números,  para outros esse processo é natural. Tenho crianças que já sabem contar até 1000 e  outras que ainda apresentam dificuldade ao passar do 19 para o 20. 

 Pensando dessa forma, trabalhar apenas a sequência numérica no quadro e em folhinhas torna-se cansativo para  aluno que já domina a sequenciação e, muitas vezes, frustante para aquele que sempre precisa de ajuda para realizar uma atividade que a maioria da turma já faz sozinha. 
  
 Sempre falo nisso e acredito que mesmo em uma turma com níveis diferentes de alfabetização podemos utilizar um mesmo planejamento, desde que ele alcance cada nível em um determinado momento da aula. Isso não exclui um atendimento individualizado, mas contribui de forma significativa.

 Assim, fomos para o pátio brincar de corda. Uma semana antes,avisei os alunos que faríamos um "desafio da corda", para que eles se preparassem. A motivação é a chave da aprendizagem!

 Marcamos no calendário o dia do desafio e quem não sabia pular teve um tempinho para treinar!!!

 Na semana trabalhamos com o livro "Só um minutinho". Depois posto a sequência completa, utilizei ele a semana toda.





  No dia combinamos as regras e fomos brincar. Cada aluno fez um cartão para registrar quantas vezes conseguiu pular. Foram duas rodadas, na primeira seguimos a ordem alfabética dos nomes, na segunda começamos da letra Z. Eles mesmos se organizavam, eu intervia só quando era necessário.


 Enquanto um aluno pulava corda, os outros tinham que contar juntos.  Assim aqueles que têm mais dificuldade fizeram o mesmo exercício de sequência várias vezes e sempre que algum aluno fazia seu registro eu perguntava: "Ela pulou 71 vezes, como se representa o número 71?", para que houvesse a relação entre número e numeral. 



 Também comparávamos as pontuações: "Quem está ganhando? Quem está em segundo lugar?"



 A turma é grande, então na segunda rodada fizemos "foguinho", como eles falam. Quando passava do 10 batíamos mais rápido. Dessa forma não ficou cansativo.


 Alguns alunos já fizeram a soma das rodadas ali mesmo e outros precisaram sentar comigo para fazer.

 Em sala fizemos todo o registro da brincadeira para confirmar quem tinha vencido. Anotamos os nomes de todos seguindo a ordem da maior pontuação para a menor, trabalhando assim a ordem decrescente. Circulamos na listagem os números pares e escrevemos por extenso as maiores pontuações, também utilizamos o quadro de valores.

 Numa atividade simples consegui trabalhar vários conceitos, alguns já tinha explorado em sala, outros ainda não, como por exemplo a pontuação da vencedora: 199 pontos. O número era desconhecido por alguns e possibilitou uma nova aprendizagem.

                                                     

 Atividades como esta fazem da retomada dos conteúdos algo divertido para quem já sabe e algo prazeroso para quem está construindo seus conhecimentos.

 Nosso próximo desafio já está combinado, será de bolinhas de gude. Quando fizermos compartilho aqui a experiência!!!

 Construa sua prática diariamente,  a reflexão faz parte do ensinar. Deixe um pouco as folhinhas de lado, a cópia é só uma parte da aula. Pense, repense, renove, inove ou simplesmente pule corda! 



                    
 Até mais!!!
                                                   

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