sábado, 25 de julho de 2015

Antes das letras e números: o afeto




 Não o afeto como simplesmente beijos e abraços, mas no sentido de afetar o outro, de tocar-lhe de alguma forma. Por isso é importante, antes das aulas em si, gerar um ambiente de confiança, de motivação, de esperanças.

 Gosto dessa atividade e já a realizei com algumas turmas. Nunca foram experiências idênticas, nem poderia esperar isso, mas sempre foram enriquecedoras e marcantes, além de envolver uma forma dinâmica de produção de texto.


 Achei esse livro na biblioteca da escola: O sonho que brotou de Renato Moriconi. A história é linda, conta sobre uma menina que desenhou seu sonho, plantou e depois de um tempo ele brotou.







  
   Depois de ler, o legal é conversar sobre sonhos, levar as crianças a entenderem que se acreditarem em si mesmas, podem realizá-los. Sempre dou me exemplo. Falamos sobre fé, sobre Deus, sobre a importância dos estudos para um futuro melhor e o que mais surgir na fala delas. A escuta sensível se faz necessária nesta proposta.


Assim,  cada um escreve seu sonho. Na primeira vez enterramos, como na história do livro. Na segunda fizemos uma árvore simbólica.




  O sonho fica enterrado, ou selado durante todo o ano letivo. As crianças sempre perguntam quando será aberto. Ótima oportunidade para trabalhar a orientação temporal, mostrar no calendário quanto falta e etc.

 Ao final do ano, em dezembro, os sonhos são abertos. É um momento de compartilhar vivências, as crianças que sentem-se à vontade falam sobre seus sonhos e o que aconteceu para que ele se realizasse ou não.




  Então, escrevemos novos sonhos, que serão abertos só no próximo ano, pois sonhar é viver e acreditar num futuro melhor!!!



  Não somos transmissores, somos professores, transformadores e acima de tudo grandes sonhadores!

 Muito obrigada por sua visita! Até mais!!!


10 comentários:

  1. Adorei! Parabéns! Vou fazer com as minha crianças!
    Sempre tive certeza que você vai longe pessoa! Você é maravilhosa no que faz! Inspiro-me em diversas práticas suas! Nunca pare de sonhar! Você me incentiva a ter sonhos lindos! Com pessoas como você a educação vai loooonge! 😘

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    1. Obrigada pelas lindas palavras! Temos sempre que acreditar no que fazemos, podemos transformar pessoas, marcar vidas!!! Espero que em breve você possa compartilhar suas ideias também.A troca melhora nossa prática, amplia nossas fronteiras, aprendi muito assim. Bjus!!!

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  2. Olá, adorei sua ideia vou compartilhar com a minha turma parabéns!!!

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    1. Obrigada Maria Ovidio, tenho certeza que você vai amar realizar essa atividade!!!Bjus!

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    1. Que bom! Espero que possa compartilhar como foi sua experiência depois! Bjus!

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  4. É um planejamento pedagógico interessante. Entretanto, tenho ressalvas. Nós pedagogos estamos sujeitos a Constituição, à LDB, PCN, entre outros documentos pedagógicos e legais. Portanto, foi ferido durante a intervenção o princípio constitucional de laicidade da escola e do ensino. Não tem cabimento, legalmente, falar de Deus no contexto abordado. O ensino religioso se aplicado, deve seguir matrizes teológicas, com a inclusão de diversas religiões, quase como se fosse uma 'História das Religiões". Entenda, não quero podar suas iniciativas, mas estes fatos são recorrentes. Precisamos cumprir as diretrizes estabelecidas e a Constituição Federal, sem falta.

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    1. Olá Verônica DZ, obrigada por sua visita e também por suas observações. Respeito, com certeza, as leis e diretrizes a que estamos sujeitos enquanto educadores, no entanto, sabemos que se dependêssemos apenas delas para lecionar, não o faríamos. Bom, pelo menos na minha escola e acredito que em muitas, algumas crianças não têm mais expectativa de um futuro, acreditam que a realidade em que vivem é a única que existe e que será muito difícil mudá-la, além de terem a escola como um refúgio, um lugar tranquilo onde podem estar seguras,se alimentar e aprender. Então, mesmo faltando quase tudo que as leis asseguram para a qualidade de ensino, tenho feito meu trabalho. Não preciso falar sobre Deus, as crianças o conhecem, elas falam dele comigo e eu as escuto, sempre compartilhamos nossos pensamentos. Respeito cada opinião e de forma nenhuma faço imposição da minha. Cumpro o conceito de laicidade, mas não há como esconder Deus em meu viver e nem quero!
      Tenho consciência de meu papel enquanto professora e agradeço sua preocupação. Nossos alunos precisam disso, pessoas que ainda valorizam o que muitos já desacreditaram: a educação.
      Abraços!!!

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  5. Olá bom dia Jéssica
    Ainda não sou professora
    . Achei lindo e maravilhoso seu projeto, mais fiquei mesmo encantada foi com sua perseverança. Acho que apesar de leis, conceitos, imposições, regimes etc..é necessário o espirito educador, aquele que vai além do que nos é imposto. Acredito também, que não se deve realmente falar sobre religião, mais nunca nos omitimos da força e vontade de Deus. Então como explicar as crianças, que devem sonhar, praticar e ter certeza que um dia irá acontecer conforme seus desejos e esforços, sem dizer que tudo que temos e conseguimos só através da vontade de Deus? É como voce mesmo disse "não há como esconder Deus " do nosso viver!
    Parabéns, continue assim e sempre!

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    1. Olá ESPERANÇA...!
      Obrigada!!! Suas palavras e sua visita são muito importantes! Aqui é um espaço para compartilharmos e aprendermos, seja sempre bem-vinda!!! Bjus!

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