terça-feira, 31 de março de 2015

Alfabetização? Por onde começar?

Vamos compartilhar nossos saberes




  Eu uso um método? Não uso? Começo pela letra B? Silabação? Quando começar a escrever textos? E as "sílabas complexas"? Só depois do BA-BE-BI...?

 São perguntas que muitos professores já fizeram em algum momento de sua caminhada, inclusive eu! Mas o que tenho aprendido na prática e comprovado em meus estudos é que uma criança só aprende a ler lendo e a escrever escrevendo.

  Sem mágica, simples assim! 

  Quem foi que disse que é necessário seguir a ordem do alfabeto? A ordem a ser seguida vem da necessidade da criança... O que ela "pede" a gente dá. É saber aproveitar as oportunidades e construir uma aprendizagem significativa. Ter uma olhar diferenciado e uma escuta sensível.


 Toda turma tem alunos em diferentes etapas do processo de  aquisição da leitura e escrita. Desde aqueles que leem e escrevem muito bem até aqueles que conhecem apenas seu nome. Para dar conta, é preciso fazer atividades que alcancem esses níveis contrastantes. Caso contrário,  a aula fica fácil demais, difícil demais, ou então você faz vários planejamentos...

Por isso sempre busco atividades onde eu consiga atingir a cada grupo em um determinado momento. Vou começar a postar algumas delas, nenhuma é inovadora, mas o objetivo não é revolucionar e sim alfabetizar, certo?!


  Toda sequência começa num livro ou leitura e vai se desenrolando conforme a interação, necessidade ou curiosidades deles, com um planejamento sério e antecipado. São nessas sequências interdisciplinares que o despertar da leitura e da escrita acontece. 

       
 Espero que possam aproveitar as ideias, mas sempre colocando um toque especial: o seu!





terça-feira, 24 de março de 2015

Hora da leitura: uma boa ideia de incentivo para as crianças!



  Sempre começo minhas aulas com uma leitura feita por mim ou pelos alunos. Elas são a parte central do meu planejamento, funcionam como um gancho para as demais atividades, incluindo a alfabetização. 

 E pensando em incentivar essa prática nas crianças venho realizando essa atividade em minhas turmas, nunca acontece igual, como já comentei, mas os resultados são sempre bons!

A ideia é fazer com que todos os alunos consigam completar o quadro da "Hora da leitura" com estrelinhas. Fica combinado que aqueles que alcançarem a meta ganham um prêmio. O trabalho pode ser realizado durante todo o ano ou no segundo semestre.
 Os alunos ficam na expectativa de seus nomes saírem no sorteio e por isso estão sempre treinando, mesmo sem pedir.
 Ano passado fazia o sorteio toda segunda e eles escolhiam um texto na "caixa de textos". Com a turma atual vou fazer com a leitura da própria produção deles, como uma forma de compartilhar e incentivar a escrita pessoal.

  Conforme o tempo vai passando, os sorteios vão acontecendo, o quadro vai completando e eu vou dando dicas quanto ao que cada um precisa melhorar para ganhar a próxima estrela: entonação, altura da voz, respeito à pontuação e etc. Tem criança que treina em casa no espelho...


 É claro que nem todos têm o mesmo ritmo de leitura, mas a estrela é pra quem treina e faz o seu melhor. Assim, ao final do ano todos estão com seu quadro completo. 
  O prêmio mais do que o kit escolar e um livro é saber que você foi capaz de conquistar suas estrelas  com esforço e dedicação.
 Na cerimônia de premiação todos fazem um agradecimento à escola, alguns me emocionam, choram e me fazem chorar também! 




 Mas, ao final, o que fica é a alegria de saber que todos somos capazes, basta querer!!!


 Até a próxima!!!


segunda-feira, 23 de março de 2015

Compartilhando mais uma prática que deu certo!

Valorizando minha cor



  Este, com certeza, foi um dos projetos que amei realizar! Além de ter sido envolvente, aconteceu de forma interdisciplinar. Ocorreu em 2013 e surgiu da necessidade de conscientizar os alunos sobre o respeito às diferenças. Alguns deles estavam referindo-se aos outros utilizando termos pejorativos, como: “cabelo duro”, “macaco”, “branquelo” e etc. 

 Começamos com música junto e misturado de Aline Barros: 



  Fizemos toda a análise do texto, coletivamente, e durante a semana trabalhamos os diferentes sons da letra R, partindo das palavras da música. 

 Montamos a  coreografia e combinamos que no dia da apresentação cada aluno faria um penteado bem legal, que valorizasse seu cabelo: liso, cacheado, crespo ou bem grandão. 
  Apresentamos a coreografia na escola e num seminário do PNAIC.


 Então surgiu a curiosidade: Porque somos de cores diferentes?

 Esse livro faz parte do acervo do Pacto, mas outros podem ser adaptados, como: A menina bonita do laço de fita.
 Realizamos a leitura dele durante uma semana, criando uma expectativa para o final da história. Na primeira leitura os alunos responderam através de desenho e escrita a mesma pergunta feita no livro: "Por que somos de cores diferentes?" Foi uma produção a partir dos conhecimentos prévios. 

 Após a segunda leitura, cada um contou suas hipóteses... 

  Na terceira leitura falamos um pouco sobre descendência como um dos motivos para a cor de cada pele ser diferente. Nesse momento discutimos o gráfico de cor/raça do último censo realizado. Conversamos sobre o que é o censo e o que cada aluno sabia sobre ele. Os alunos responderam a pergunta do censo quanto a cor da pele/raça. Com as respostas em mãos, discutimos sobre a valorização da cor de cada um, se havia sinceridade, ou se alguém se envergonhava, assim como fizemos com a atividade da música sobre o cabelo.

 Montamos um gráfico de barras com o resultado da pesquisa e o analisamos. Durante a elaboração do censo, fechamos a leitura do livro, onde a melanina surge como fator para a coloração da pele. Fizemos uma pesquisa sobre a melanina como encerramento dessa parte. 

  Após a primeira etapa do trabalho e a percepção do envolvimento das crianças com o tema, realizamos a leitura do livro: Pretinho, meu boneco querido. 

 A leitura durou duas semanas, pois nós líamos e parávamos nas partes de suspense. A cada leitura escutávamos o cd que acompanha o livro.
 Surgiu, então, a ideia de fazer o boneco pretinho. Conversei com as crianças e elas concordaram, mesmo sendo um 3º ano.  O boneco foi confeccionado durante as aulas.







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  Quando ficou pronto, fizemos o diário do pretinho, cada aluno o levava  para casa e escrevia suas experiências com o boneco e seus familiares. No dia seguinte os alunos liam seus relatos para turma.


 A turma está no 5º ano e tem o boneco até hoje no seu cantinho de leitura e, com certeza, eles também guardam os aprendizados!

 Memórias não podem se roubadas! Conhecimento é a melhor riqueza que podemos ter!

 Obrigada por sua visita!!!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Uma ideia, um amor: um amor de ideia!






   Refletindo sobre autoria de pensamento, aprendizagem em rede, fazer-me conhecer e em todas essas expressões carregadas de sentido saltando em minha mente com a leitura de João Beauclair - Educação e Psicopedagogia: Aprender e ensinar nos movimentos de autoria; inicio esse blog. Há muito tempo no campo das ideias, mas inspirado há pouco por esse professor que marca e nos faz acreditar que somos realmente e que realmente somos transformadores, ensinantes e aprendentes.

   Com a intenção de compartilhar e ampliar saberes, dividir, somar, acreditar e fazer com os outros acreditem que ensinar vai além...Vai até onde estamos determinados a chegar!

   Cada professor deve ser autor de sua própria prática. Acredito que tudo o que vamos absorvendo ao longo dos anos em estudos e na troca diária é de extrema importância, mas não é valido se não há uma interpretação pessoal. É necessário colher o melhor de cada experiência, o melhor das pessoas e traduzir isso numa forma única de ensinar: a sua!

  Aprendi muito e aprendo a ser uma profissional melhor com exemplos admiráveis de educadores que convivi por anos e também com aqueles que convivo hoje. Espero, da mesma forma, inspirar outros, não com ideias inovadoras, mas com práticas que dão certo!



  Então vamos começar!